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Aprender/ETFs de Bitcoin explicados

ETFs de Bitcoin explicados

COIN360

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•

Publicado12 de set. de 2024

•

Atualizado1 de out. de 2026

há 2 anos4 minutos de leitura
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O que é um ETF?

Um Exchange-Traded Fund (ETF, ou fundo negociado em bolsa) é um produto financeiro que permite aos investidores comprar e vender cotas de um fundo que reúne diversos ativos, como ações, títulos ou commodities. Os ETFs oferecem exposição a uma cesta de ativos subjacentes, permitindo que o investidor se diversifique sem precisar comprar e administrar cada ativo por conta própria. A flexibilidade de negociar ETFs em bolsas públicas os torna acessíveis tanto a investidores institucionais quanto a pessoas físicas. Os ETFs tradicionais ganharam enorme popularidade desde que surgiram, na década de 1990, graças à simplicidade, às taxas baixas e à acessibilidade.

O surgimento e o crescimento dos ETFs de Bitcoin

Os ETFs de Bitcoin permitem que investidores tenham exposição ao Bitcoin sem precisar comprar ou guardar a criptomoeda diretamente. Esse tipo de ETF ganhou atenção em 2021, com a aprovação dos ETFs de futuros de Bitcoin, que acompanham o preço de contratos futuros de Bitcoin em vez de manter Bitcoin de fato. Os ETFs baseados em futuros são construídos sobre contratos de derivativos, o que significa que o emissor do ETF não precisa manter nenhum Bitcoin diretamente.

Um avanço significativo veio em 2024, quando o governo dos EUA aprovou diversos ETFs de Bitcoin à vista (spot), que mantêm Bitcoin físico em vez de contratos futuros. Esse desenvolvimento seguiu uma batalha judicial na qual a Grayscale, uma das principais gestoras de ativos cripto, contestou a rejeição da SEC à sua proposta de ETF spot. A aprovação dos ETFs de Bitcoin spot marca um ponto de virada, já que esses fundos acompanham diretamente o preço do Bitcoin, oferecendo aos investidores uma exposição mais transparente e confiável ao ativo.

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O gráfico acima mostra o fluxo de investimento (azul) e os ativos sob gestão (AUM) (preto) do iShares Bitcoin Trust, da Blackrock, desde a entrada no mercado, em janeiro de 2024, até abril de 2024, destacando como a aprovação dos ETFs de Bitcoin spot atraiu um volume substancial de investimentos para o produto.

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Este gráfico compara duas das maiores gestoras de ativos cripto e o crescimento de seus ETFs de Bitcoin spot. A Grayscale começou como a maior, mas a Blackrock correu atrás rapidamente e passou a ter o maior ETF de Bitcoin.

Quem investe em ETFs de Bitcoin?

Os ETFs de Bitcoin atraem uma ampla gama de investidores. Os investidores institucionais, que muitas vezes têm exigências regulatórias e de custódia rigorosas, consideram os ETFs de Bitcoin uma forma atraente de ter exposição ao mercado sem lidar com as complexidades de comprar, armazenar e proteger Bitcoin. Já as pessoas físicas também são atraídas pela simplicidade. Em vez de lidar com carteiras, chaves privadas e corretoras de criptomoedas, elas podem comprar cotas de um ETF por meio de suas contas em corretoras de valores.

Esses ETFs são especialmente atraentes para quem quer se expor ao potencial de valorização do Bitcoin, mas tem receio da alta volatilidade, dos riscos de fraudes e hacks, entre outros, além das incertezas regulatórias associadas a manter a criptomoeda diretamente. Investidores que buscam diversificar suas carteiras são outro grupo que tem recorrido aos ETFs de Bitcoin. 

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O gráfico mostra a participação crescente de investidores institucionais no produto de Bitcoin da Grayscale. Embora não esteja no mesmo nível do período inicial de lançamento, o dinheiro continua entrando todos os dias.

Principais emissores de ETFs de Bitcoin e investimentos

Várias empresas lideram o mercado de ETFs de Bitcoin, tanto em ativos sob gestão (AUM) quanto em reconhecimento de marca. A Grayscale, conhecida pelo Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), tem sido uma das mais proeminentes, permitindo que investidores comprem cotas diretamente atreladas ao Bitcoin. No entanto, a nova onda de ETFs de Bitcoin spot lançados em 2024 traz novos concorrentes, incluindo algumas das maiores empresas financeiras, como Blackrock, Fidelity e Valkyrie, todas com ETFs de Bitcoin aprovados pela SEC.

Atualmente, Canadá, Brasil e vários países europeus oferecem ETFs de Bitcoin. O Canadá saiu na frente, lançando o primeiro em 2021 e continuando a oferecer diversos ETFs relacionados a criptomoedas. O Brasil também conta com várias opções, que somam mais de USD 285 milhões em AUM desde 2024. Na Europa, países como Alemanha e Suíça permitiram que investidores negociassem ETFs de Bitcoin.

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No gráfico acima, é possível ver o volume diário consistente de investimento no ETF de Bitcoin spot da Fidelity. Já a tabela abaixo destaca a atividade de diversos países em relação aos fluxos de investimento e aos ativos sob gestão mantidos em ETFs relacionados a criptomoedas.

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Quanto está investido em ETFs de Bitcoin?

Em meados de 2024, o total de ativos sob gestão em ETFs de Bitcoin crescia rapidamente. Só o ETF de Bitcoin spot da Blackrock já atraiu investimentos significativos, com expectativa de ultrapassar USD 1 bilhão até o fim do ano. Os ETFs de Bitcoin do Canadá somam, em conjunto, vários bilhões em AUM, enquanto o mercado brasileiro também continua se expandindo de forma semelhante. Globalmente, a previsão é de que os ETFs de Bitcoin atraiam centenas de bilhões de dólares nos próximos anos, por oferecerem um caminho regulado e acessível tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas.

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Principais conclusões para investidores

Os ETFs de Bitcoin evoluíram rapidamente, de produtos baseados em futuros para os recém-lançados ETFs spot em 2024, refletindo a crescente aceitação das criptomoedas no mercado financeiro tradicional. Esses ETFs oferecem um método acessível, regulado e familiar para os investidores se expor ao Bitcoin sem lidar com os riscos e os aspectos técnicos de comprá-lo e armazená-lo.

Com players institucionais como Blackrock e Fidelity entrando no mercado, e países como EUA, Canadá e Brasil na liderança, os ETFs de Bitcoin estão se tornando parte importante do cenário financeiro. A expectativa é que esse movimento impulsione ainda mais os investimentos, oferecendo a pessoas e instituições uma nova forma de diversificar suas carteiras com exposição a criptomoedas.

Para o investidor individual que aplica diretamente em cripto, há potencial de se beneficiar de forma significativa desses desdobramentos, o que pode ser maximizado com as seguintes estratégias:

  1. Acompanhe os fluxos de entrada dos ETFs de Bitcoin: Fique atento ao crescimento dos ativos sob gestão dos principais ETFs. Uma forte entrada de dinheiro institucional por meio desses veículos tende a elevar o preço da criptomoeda correspondente. Conforme os ETFs crescem, outras criptomoedas também podem registrar altas correlacionadas.
  2. Antecipe mudanças no sentimento de mercado: A participação institucional por meio de ETFs geralmente sinaliza mais estabilidade de longo prazo para o Bitcoin, o que pode reduzir a volatilidade e trazer mais confiança ao universo cripto. Isso pode tornar o Bitcoin (e outras criptomoedas) mais atraente para investidores do mercado tradicional, podendo levar a uma valorização sustentada.
  3. Diversifique em outras criptomoedas: À medida que os ETFs levam novo capital ao mercado, altcoins e projetos baseados em Ethereum também podem se beneficiar. Investidores atentos podem querer investir em Ethereum e em outras altcoins líderes para aproveitar o crescimento mais amplo do mercado.

Use os ETFs como proteção (hedge): Se você é um investidor de cripto com ativos voláteis, usar ETFs de Bitcoin pode ser um hedge estratégico contra quedas. A proteção regulatória que cerca os ETFs pode trazer um elemento de estabilidade em mercados turbulentos, sem abrir mão do potencial de crescimento das criptomoedas.

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