Metaverso e cripto: uma combinação perfeita no paraíso virtual?

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Muita gente acredita que as criptomoedas tornam o metaverso viável. Mas essa afirmação é verdadeira? Para responder, precisamos examinar a relação entre o metaverso e as criptomoedas. Também é preciso entender como essa conexão impactou os mundos virtuais ao nosso redor e como ela está levando a um metaverso Web3.
Este artigo vai explicar o que é o metaverso, a conexão dele com as criptomoedas e as perspectivas futuras da integração entre as duas tecnologias.
O que é o metaverso?

Definir o que é o metaverso pode ser complicado, porque o termo não identifica uma tecnologia específica, mas sim um conjunto de tecnologias distintas. Inicialmente, ele era usado para se referir à tecnologia de realidade virtual e só começou a ser associado ao Web3 no início da década de 2020.
Segundo Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, “o metaverso é a próxima evolução da conexão social e o sucessor da internet móvel”. Ele o descreveu ainda como “um lugar para se conectar, trabalhar, jogar, aprender e fazer compras”.
Embora a descrição de Mark capture os valores centrais do metaverso, ela não oferece uma visão aprofundada.
Para entender o que o metaverso significa, é preciso primeiro pensar nele como um "ciberespaço" imersivo. Esse ciberespaço é viabilizado por realidade aumentada, realidade virtual e outras tecnologias avançadas de computação e internet. O conjunto de todas essas tecnologias, que cria um universo virtual em 3D, é o que chamamos de metaverso.
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Metaverso e cripto: qual é a conexão?
As criptomoedas são ativos digitais criados para funcionar como meio de troca fora do sistema bancário tradicional. A conexão entre metaverso e criptomoedas pode ser resumida na frase “moedas virtuais para mundos virtuais”.
O metaverso em si está fora do mundo tradicional que conhecemos. Faz sentido, portanto, que ele tenha seus próprios meios de transação, e é aí que entra a cripto.
Se fôssemos integrar o sistema bancário tradicional ao metaverso, seria necessária uma enorme quantidade de burocracia e política só para fazer uma única plataforma funcionar. Por isso, alguns projetos de metaverso, como Decentraland e Sandbox, têm seus próprios tokens de metaverso, que funcionam dentro de seus ecossistemas.
Plataformas de metaverso populares que usam cripto

A seguir, veja algumas plataformas de metaverso que criaram seus próprios tokens.
Decentraland (MANA)
A primeira da lista a mostrar a relação perfeita entre metaverso e cripto é a Decentraland. Ela é um dos projetos de metaverso mais longevos e oferece uma experiência completa de mundo virtual. Diversas marcas, da Coca-Cola à Dolce & Gabbana, já lançaram eventos ou espaços virtuais nessa plataforma baseada na Ethereum.
A Decentraland tem seu próprio token, chamado MANA. Com o MANA, você pode comprar um terreno e construir o que quiser nele. O token também move um grande marketplace, no qual usuários já compram e vendem diversos ativos, de roupas a acessórios, todos utilizáveis dentro da plataforma Decentraland.
The Sandbox (SAND)
A Sandbox é outra plataforma de metaverso popular que integrou ao seu ecossistema uma criptomoeda chamada SAND. Assim como o MANA da Decentraland, o SAND pode ser usado para praticamente tudo que você quiser fazer no ambiente virtual da Sandbox.
A Sandbox dá muito foco a conteúdo gerado por usuários e a jogos. Por isso, o token SAND é usado principalmente para comprar ativos não fungíveis, como equipamentos, e para personalizar personagens. Ele também é usado como recompensa dentro da plataforma.
Então, metaverso e cripto são a combinação perfeita?
É possível dizer que sim: a relação entre o metaverso e a cripto é simbiótica. Isso significa que o crescimento de um leva à expansão do outro.
Por exemplo, já vimos como a cripto no metaverso trouxe mais funcionalidades aos mundos virtuais, viabilizando uma experiência totalmente imersiva.
Por consequência, a maior adoção do metaverso também está impulsionando os preços das criptomoedas. Isso ficou evidente quando os preços de tokens cripto e de NFT dispararam após a mudança de marca do Facebook para Meta.
Veja abaixo alguns pontos positivos e negativos a considerar:
Prós:
● Economia descentralizada permite transações internacionais sem atritos.
● Propriedade segura e monetização de ativos digitais (por meio de NFTs).
● As criptomoedas aprimoram as experiências virtuais imersivas.
● Interoperabilidade entre várias plataformas de metaverso.
Contras:
● Maior vulnerabilidade a ataques cibernéticos e fraudes.
● Incerteza regulatória e possíveis restrições governamentais.
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O futuro do metaverso e da cripto
Sem dúvida, as criptomoedas continuarão sendo parte fundamental do avanço do metaverso.
É possível esperar que essa relação promova mais inclusão financeira, transações internacionais e novos modelos de receita. No entanto, especialistas levantam preocupações sobre possíveis problemas de abuso, marcos regulatórios e segurança.
No fim das contas, um mundo virtual em que as criptomoedas fazem parte do nosso dia a dia já não parece tão improvável.